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Última actualização:

7-12-2009

Jornal Online do Agrupamento de Escolas de Ribeira do Neiva
 

Dia da Restauração da Independência


 

O departamento de Ciências Humanas e Sociais comemorou o dia 1 de Dezembro de 1640, dia da Restauração da Independência.

Neste âmbito, e sob a orientação das professoras de História e do professor de Geografia, os alunos dos 8.º e 6º anos realizaram uma série de actividades. A destacar: gravação de uma notícia elaborada pelas alunas do 8.º ano, turma A, Andreia Pereira e Cátia Fernandes, divulgada na Rádio Voz do Neiva no dia 1.º de Dezembro, no noticiário do meio-dia; uma dramatização que vai decorrer na Biblioteca Escolar, sob o título "Os Revoltosos e a Duquesa de Mântua"; alguns cartazes informativos; um desdobrável explicativo distribuído pelas salas de aula. Na Biblioteca realizaram-se, ainda, actividades lúdicas relacionadas com este dia.

Na disciplina de Geografia os alunos elaboraram um mapa “gigante” onde se destacam as guerras da Restauração.


Maria Teresa Vilela
(Coordenadora do Departamento de Ciências Humanas e Sociais)

Notícia lida na Rádio Voz do Neiva

Somos alunas do 8.º ano da Escola Básica de Ribeira do Neiva e viemos hoje à rádio explicar por que é que se celebra o feriado do dia 1 de Dezembro, visto que muitos não sabem.

Tudo começou pelos finais do séc. XVI quando D. Sebastião, o rei de Portugal nessa altura, partiu com o seu exército para Alcácer-Quibir a fim de combater os muçulmanos, acabando por morrer aí.

Portugal ficou, assim, sem herdeiro ao trono. Quem subiu ao trono foi o cardeal D. Henrique, já com 66 anos, que era tio-avô de D. Sebastião. Faleceu dois anos depois e, como não tinha filhos, iniciou-se uma grande disputa pelo poder entre os vários pretendentes.

Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel I, por isso, tinha direito ao trono. Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola. Filipe II utilizou todo o seu poder militar para “calar” aqueles que se lhe opunham e, durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino".

Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país. Os inimigos de Espanha tornaram-se inimigos de Portugal e a acção dos vários monarcas desagradava cada vez mais aos portugueses, que os acusavam de governar sempre a favor dos interesses espanhóis.

Os portugueses revoltaram-se com esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao domínio espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo). Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e atiraram-no por uma janela abaixo no Paço da Ribeira. D. João IV, o Duque de Bragança, foi, então, aclamado rei, iniciando-se a quarta dinastia.

O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português

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Andreia e Cátia
(8.º A)

 

 

 
 

 

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